Segunda-feira, 26 de Abril de 2021

O Livro B -3

O ABANDONADO CARVALHAL A situação estava de tal modo que o Presidente da Junta em 1937 reconhece que os ideais da partilha do carvalhal haviam sido de tal maneira subvertidos que urgia tomar medidas. O espírito foi o de partilha “e de manter cada casal possuidor da sua gleba e evitar que a posse das glebas se acumulasse na posse de um pequeno número de habitantes da freguesia”. Era o que .realmente ,não acontecia . Por isso o Presidente Joaquim Carvalho toma duas medidas muito simples no sentido de facilitar a venda para aqueles chefes de família que não tinham nenhuma criando um laudémio reduzido de 3% e, dificultando, para os que detinham mais de 3 leiras um laudémio de 20 %. Excelente medida para o Carvalhal que recuperava o espírito inicial. Eram medidas que vinham contrariar as seguidas pelos anteriores executivos da freguesia e que ,de certa maneira, vinham agora repor justiça a quem fez do Carvalhal do Povo uma das mais importantes acções da história da freguesia. Por tudo isto este Presidente da Junta teria uma passagem muito rápida no seu lugar.A partir de agora o Carvalhal seria esquecido pelas autoridades religiosas e civis. O abandono era interrompido pela celebração anual da festa de São Sebastião ou, então, por algum acontecimento estranho que pudesse ocorrer, como é o caso dos ventos ciclónicos que assolaram esta região no ano de 1939 que destruiriam quase por completo o seu olival. A Junta de Freguesia ,que tinha um pequeno rendimento com as leiras, vai deixando de fazer a cobrança dos foros limitando-se ,apenas, a fazer em Acta as vendas e passagens de donos das leiras . Por exemplo , numa Acta de 1952 podemos ler com o título de “Transmissão de leiras sem laudémio”. São identificados os possuidores actuais e aqueles a quem vão ser atribuídas as glebas, e ,de seguida “Que é de sua livre e espontânea vontade transferirem todo o domínio e posse que têm tido nas referidas glebas para os segundos autorgantes acima mencionados,respectivamente seu genro e sua filha,reservando para si enquanto vivos o usufruto das mesmas.Pelos segundos foi dito : que muito reconhecidos agradecem a seus pais e sogros a transmissão do imóvel que estes lhe acabam de fazer,a qual aceitam por ser firme e de paz e livre de qualquer coacção.Vericando esta Junta não haver qualquer (impedimento) inconveniente que obste à vontade dos outorgantes foram as referidas leiras transferidas”.Tudo isto com a presença de duas testemunhas que também assinam a acta. Em 1969 perde esta sua última prerrogativa ao conceder às Finanças o domínio fiscal sobre o baldio do Carvalhal do Povo.

publicado por valverdinho às 19:08
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