Vai por aí um espanto por que se anunciam o fim de algumas freguesias, mais precisamente onze. Mas são sempre os mesmos a ficarem espantados quando as coisas acontecem ou em vésperas dos anúncios. Aparecem agora as carpideiras e os defensores acérrimos das freguesias e dos coitados dos seus habitantes. Lacrimejam e choram baba e ranho ,dizem agora palavras consoladoras e revoltantes ,praguejam contra tudo e todos, juram resistência e vingança. Não querem acordar e presumem que com convites e alcoviteirices ainda podem alterar o destino. O destino que eles próprios traçaram ao descuidar as suas obrigações de dar bem estar , progresso social e económico às populações. Em vez disso foram bajuladores de interesses festeiros e festivaleiros de cavaleiros sem ideias e sem escrúpulos .Fizeram festas e festas ,gastaram a pólvora em foguetes de circunstância e recepções parolas de corte provinciana ignorante.Bajularam e beijaram anéis de senhores temporários vazios de dignidade e descuidaram o trabalho e a dignidade da defesa das suas terras ,por que pretenderam aceder a benesses ou subir na consideração social .Ficaram loucos de espanto com o a acesso fácil aos meios de comunicação que lhes recebiam prosaicas gabarolices.Não cuidaram de respeitar e valorizar a antiguidade e a dignidade das suas terras e das gentes.Como diz o povo : amanharam-se. Vociferam agora;melhora fora que se arrependessem e em gesto de dignidade (serão capazes?) fossem capazes de pedir desculpa.