Os nomes identificam as pessoas e as famílias.Há nomes que identificam as terras e têm histórias que nem imaginamos.
Veja-se o que encontrei numa destas minhas leituras( e eu ainda tenho o prazer da leitura) num Livro chamado “Aldeia Nova do Cabo e a Cova da Beira –Estórias e olhares de Joaquim Rebordão Leitão, a páginas 99,nota 3.
“3 – A cerca de uma légua de Vale de Prazeres,na encosta da Gardunha virada para o “campo”,ficava a Ermida de S. Pedro,matriz da povoação de Catrão.Conta-se que,já em tempos modernos,a população do lugar foi atacada por uma peste – a pelagra(?)-,que causava graves lesões na pele,particularmente nas zonas expostas,cara e mãos,bem como diarreia e perturbações mentais.Apavorados com a série de mortos,certamente por desidratação,os moradores atribuíram as causas ao meio ambiente e resolveram transpor a serra ,procurando alívio e viático na aldeia de Alcaide,e,depois,na Fatela,mas os moradores destas não os quiseram acolher.Prosseguiram a sua “via-sacra” até aos Vales de Peroviseu ,onde vizinhos mais hospitaleiros os deixaram instalar. Sobreviveram catorze famílias ,tantas quantas chegaram “à terra prometida”,e,para assinalar o êxodo ,os naciturnos seriam baptizados com o apelido de “Catorze” .Ainda hoje o sobrenome é familiar em Peroviseu,Valverde,Fundão e povoações vizinhas”.
Fica para quem se interessar por coisas triviais.