Há natais que se recordam com saudade por uma ou outra coisa; também há aqueles que se esquecem rapidamente, porque algo correu mal e são para esquecer. Mas nas famílias pobres não há diferenças, são todos iguais. A comida é igual à dos outros dias, não está a família reunida, não se conversa sobre o que aconteceu durante o ano e não se comemora o Natal de uma maneira especial.
Numa noite dessas especiais, uma família comemorava assim o Natal. Foram à missa do Galo e estiveram ao pé do madeiro quase como uma obrigação, não o fazendo como sendo uma tradição ou uma comemoração, mas fazendo por fazer.
Quando, já tarde, chegaram a casa e no presépio iriam colocar o menino que já havia nascido, já lá estava colocado um menino pequenino, rechonchudo, rosado, a beleza em pessoa!
Não era o da família, quem O teria lá posto? Se entraram em casa, teriam levado alguma coisa? Quem foi que o pôs lá?
A filha mais nova não ficou intrigada. Tinha apenas três anos, foi a única pessoa da família que não pensou nisso e apenas exclamou:
- É tão bonito! – E logo a família parou de pensar e começou a olhar para o menino que parecia que sorria para eles, como se aquela família fosse o Mundo. E sorria, sorria… Acharam que aquilo foi um milagre. Mas, não. Foi apenas um sinal.
Aquele menino continuou naquela família durante todo o sempre e aquela história era contada para que nunca se esquecesse o significado de Natal.
M.A.C. (11 anos)