Domingo, 30 de Dezembro de 2007

Ainda o Natal!

Parabéns para o Agrupamento de Escuteiros de Valverde que repetiu a valorosa acção de recriar o presépio ao vivo.Desta vez com inovoção e criatividade que agradaram  a todos que o visitaram.

Deve ter dado muito trabalho o que o valoriza muito mais.

Esperamos já pelo próximo ano. 

Madeiros

Havia,nem mais nem menos que três.Pois,três! Um no Carvalhal,outro no Adro da Igreja,e um terceiro no Largo dos Arais que servia de apoio ao presépio.

Sabe-se,ingenuamente, que o madeiro servia para aquecer o Menino que nasceu na noite do caramelo.Verdadeiramente,o madeiro servia,sobretudo,para afirmar uma geração.Repare-se que o madeiro era roubado(roubado é a palavra certa),de preferência a um proprietário rico,pelos mancebos que em Janeiro seguinte iriam dar o nome e que mais tarde se iriam apresentar para tirar o número ou tirar as sortes na inspecção militar que lhes traçaria os destinos pelos anos seguintes.

Era ,pois, um acto de afirmação daqueles jovens que queriam dizer à sociedade e à freguesia que já eram capazes de cumprir a tradição e de se assumirem como capazes de serem responsabilizados pelos seus actos,afirmando-se como homens de pleno direito.

Roubavam o madeiro a alguém mais poderosos em acto de desafio.Poderia ser uma atitude que mais terde fosse paga ,e bem paga,com dinheiro grosso e maldito ao proprietário.Mas pagava-se sempre com a ideia de que os seus intuitos tinham sido cumpridos,sendo que o castigo mais os valorizava no conceito dos seus conterrâneos.Queriam,também, mostrar à sociedade que já eram capazes de ser independentes e enfrentar a vida diferente que lhes iria rebentar inusitadamente no ano seguinte.Iriam  viver longe de casa e da sua terra e de lá voltariam diferentes.

E,quanto maior fosse o madeiro mais valentes eram os mancebos do ano,um ano de grandes madeiros era um ano de rapaziada forte.E,quando a rapaziada era mesmo muito forte,havia ainda o desafio de ir roubar o madeiro ao adro da freguesia vizinha.Então,assim, era a celebridade e a lenda que ainda hoje se ouve contar.

Haverá sempre outros desafios...

 

publicado por valverdinho às 22:22
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Segunda-feira, 24 de Dezembro de 2007

Conto de Natal; de outro Natal

Há natais que se recordam com saudade por uma ou outra coisa; também há aqueles que se esquecem rapidamente, porque algo correu mal e são para esquecer. Mas nas famílias pobres não há diferenças, são todos iguais. A comida é igual à dos outros dias, não está a família reunida, não se conversa sobre o que aconteceu durante o ano e não se comemora o Natal de uma maneira especial.

Numa noite dessas especiais, uma família comemorava assim o Natal. Foram à missa do Galo e estiveram ao pé do madeiro quase como uma obrigação, não o fazendo como sendo uma tradição ou uma comemoração, mas fazendo por fazer.

Quando, já tarde, chegaram a casa e no presépio iriam colocar o menino que já havia nascido, já lá estava colocado um menino pequenino, rechonchudo, rosado, a beleza em pessoa!

 Não era o da família, quem O teria lá posto? Se entraram em casa, teriam levado alguma coisa? Quem foi que o pôs lá?

A filha mais nova não ficou intrigada. Tinha apenas três anos, foi a única pessoa da família que não pensou nisso e apenas exclamou:

- É tão bonito! – E logo a família parou de pensar e começou a olhar para o menino que parecia que sorria para eles, como se aquela família fosse o Mundo.                                                                     E sorria, sorria… Acharam que aquilo foi um milagre. Mas, não. Foi apenas um sinal.

Aquele menino continuou naquela família durante todo o sempre e aquela história era contada para que nunca se esquecesse o significado de Natal.       

M.A.C. (11 anos)

 

publicado por valverdinho às 19:35
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Valverde ganhou ao Fundão

VALVERDE -1 V.  FUNDÃO - 0

Num jogo muito disputado a jovem equipa do Grupo Desportivo de Valverde ganhou à Associação Desportiva do Fundão.

Boa prenda de Natal !

A gente agradece.

publicado por valverdinho às 19:29
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Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

3-São Domingos

 

Hortas e outros bens.

 

Nos arrendamentos de 1927 diz-se que “o terreno junto à Ribeira foi alugado pelo preço de 10$00 (dez escudos)” e”40$00 (quarenta escudos) pela horta junto à Capela”,havendo ,ainda, um salgueiro junto à ribeira.

 Bens? Que é deles?

Em 1855 a Junta da Paróquia decide que“o rendimento da Orta de Sam Domingos que a poucos anos iria o rendimento para a Confraria do SS. Sacramento desta freguesia em virtude de se ter demonido a capela do Sam Domingos tornar a regressar o rendimento   da Orta para o aumento do culto da Confraria de Sam Domingos por estar reedificada a capela “.*

 

·          Acta de 6/5/1855 da Junta da Paróquia – Livro de Actas da Junta de Freguesia

 

 

 

Mas ,sabe-se que o que está longe da vista está longe do coração. Estando largos anos deitados ao abandono os bens vão encurtando e vão desaparecer. A levada da água era muito importante para a cultura e fertilidade daqueles terrenos. Houve ,em consequência ,choque de interesses vários ente os utentes da levada

Em 1919  dá-se a primeira intervenção da Junta de Freguesia de modo a regular o uso e a fixação da levada.

Mais tarde ,em 1927, perante grave conflito entre vizinhos ,intervém definitivamente a Junta de Freguesia e ,bem ou mal, vai fixar o actual ordenamento .

São confusas e intrincadas as justificações inscritas nas Actas do livro da Junta de Freguesia. Para evitar a disputa em Tribunal houve recurso a um moderador desta freguesia que propôs aos litigantes a solução desenhada no referido Livro e acabou por ser aceite por todos.*

 

 

 

 

 

 

A levada ou regadio

 

Tinha início na ribeira em terras da capela ,seguindo em direcção às culturas dos regantes que faziam a adua da água “desde tempos imemoriais”,na feliz expressão do escritor das Actas da Junta de Freguesia.

 

 

Mas ,sabe-se que o que está longe da vista está longe do coração. Estando largos anos deitados ao abandono os bens vão encurtando e vão desaparecer. A levada da água era muito importante para a cultura e fertilidade daqueles terrenos. Houve ,em consequência ,choque de interesses vários ente os utentes da levada

Em 1919  dá-se a primeira intervenção da Junta de Freguesia de modo a regular o uso e a fixação da levada.

Mais tarde ,em 1927, perante grave conflito entre vizinhos ,intervém definitivamente a Junta de Freguesia e ,bem ou mal, vai fixar o actual ordenamento .

São confusas e intrincadas as justificações inscritas nas Actas do livro da Junta de Freguesia. Para evitar a disputa em Tribunal houve recurso a um moderador desta freguesia que propôs aos litigantes a solução desenhada no referido Livro e acabou por ser aceite por todos.*

 

 

 

·         Mapa desenhado no Livro de Actas B da Junta de Freguesia

publicado por valverdinho às 19:11
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Sábado, 8 de Dezembro de 2007

pequenas e grandes coisas

1- António Marinheiro fez 100 anos.Ouvi-lhe histórias maravilhosas das suas viagens maritimas à volta do mundo.A sua vida é toda ela um mundo de coisas muito interessantes. 2- Há,ainda,outra centenária nossa conterrânea,a Sra Anita ,mais conhecida pela esposa do Sr Joaquim Azeitonas. Boa saúde para ambos. 3- O Jornal do Fundão,na página desportiva,refere com relevo a boa campanha do Desportivo e publica uma foto.Anote-se 4- O nosso Pároco,Padre Américo,foi nomeado pelo Sr Bispo da Guarda para presidir à Comissão Administrativa que vai dirigir a Santa Casa da Misericórdia do Fundão.Dura tarefa,pois,parece que aquela casa está em maus lençóis.Boa sorte! 5- Retribuo cumprimentos a terrasgondomil,e,aproveito,a guardioesdaluz. 6- Vi hoje no Adro da Igreja tudo preparado para a malta ir roubar o madeiro.Cumpre-se a tradição.Aceitemos que há maneiras mais limpas de o por a arder na noite de Natal,sem pneus e outras coisas poluentes.Vamos a isso? 7- Há já algum tempo que se encontra a dificultar o trânsito um buraco aberto ,para reparação da canalização das águas,mesmo em frente do depósito.Era já tempo de a Câmara tapar com alcatrão. Ou,será preciso acontecer alguma coisa inesperada?
publicado por valverdinho às 22:18
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Quinta-feira, 6 de Dezembro de 2007

2-São Domingos

Das posses e da levada de São Domingos A capela Antiquíssima ,sem dúvida ,foi muitas vezes votada ao abandono. Em 1911 quando a Junta de Freguesia recebe os bens da Igreja por imposição da lei da separação da Igreja e do Estado, estava em ruínas. Na Acta da reunião da Junta de Freguesia de 4/3/1923 pode ler-se : “O dito Presidente disse que encontrando-se a Capela de São Domingos desta freguesia de Valverde ameaçando ruína era de absoluta necessidade proceder à reparação a fim de evitar o seu desabamento.Porém, interpretando os sentimentos e desejos do povo acha preferível a mudança da capela para o sítio do Carvalhal,local mais próprio do que aquele onde se encontra a capela … e que a mudança da capela se fizesse para o sítio do Carvalhal terreno pertencente a esta Junta.” Para tal foi pedida a respectiva autorização à Comissão Central de execução da lei de separação,que tendo tardado decide a Junta de Freguesia “que era conveniente mandar reparar o telhado da referida capela de São Domingos”. Em 1928 aquando da devolução dos bens à Igreja a Junta de Freguesia entregou, também , o que “ do primitivo inventário constava a capela de São Domingos como em ruínas e agora se acha já reconstruída” A carvalha Enorme, lendária ,frondosa , completamente inserida no local e na sua origem. Sabe-se, pelo referido Livro de Actas, que em 1926 os mordomos festeiros de São Sebastião “cortaram pernadas da carvalha sem a autorização da Junta “ Chamados a prestar contas e visto não ter havido má fé nesta matéria ,a Junta de Freguesia “deliberou que o produto da venda da referida lenha fosse aplicada metade para as crianças pobres que frequentam as escolas desta freguesia e a outra metade para os indigentes desta freguesia” Fica-se a saber que “tendo-se procedido à venda da lenha da carvalha de São Domingos conforme foi deliberado ,verificou-se que o produto da lenha foi de 50$00(cinquenta escudos). Em 1927 a Junta arrenda “a azeitona, a bolota e o folhado pelo preço de 5$00 ano”. Muito valiosa foi esta árvore. Corporizou uma lenda ,deu sombra e lenha. Com os seus sucedâneos fez caridade e deu lucros a quem nem sempre cuidou bem dela. Caiu de velha, morrendo de pé e perpetuando a sua origem meio divina meio lendária. Por isso se nota tristemente a sua ausência. Nota:Há já algum tempo propus aqui que esta Carvalha fosse substituida por outra que ocuparia o mesmo lugar.Disse,também,que achava que era uma tarefa para a juventude e as suas associações e que simbolicamente deveria ser plantada no início da Primavera.
publicado por valverdinho às 13:32
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